quarta-feira, 17 de março de 2010

A VOLTA DO LULINHA PAZ E AMOR

Lula em Israel

O comentarista Fleichas Martins condenou o presidente Lula por ter utilizado em seu discurso no parlamento de Israel o termo "vírus", tão detestado por nós, viciados em Internet. Conheço gente que até desmaia quando aparece um em seu avast. Mas vejamos uma parte de seu texto, que o Zé Mei me mandou depois de assistir ao vivo em em cores ao discurso presidencial:

"Etimologicamente, a palavra “vírus” se origina do latim, significando peçonha, veneno. Qualquer dicionário também define vírus como agente submicroscópico causador de doenças infecto-contagiosas; ou ainda, moralmente falando, “princípio de contágio moral mórbido” (Michaelis), além de corruptor de sistemas em geral (por exemplo, o de computação).
Creio que o Presidente Lula queria dizer o "germe da paz", em sua tentativa de exaltar a importância da paz numa região como aquela, onde israelenses e árabes vivem em permanente estado belicoso. Escorregão desse tipo pode acontecer com qualquer um que fala de improviso."

Apesar do dicionário Houaiss incluir uma definição mais interessante -

"Derivação: sentido figurado. Uso: informal.um gosto acentuado, fortíssimo por algo
Ex.: pegou o v. da malhação aeróbica"

o articulista da ABN tem razão ao condenar o uso do termo "vírus", ainda mais em tempos de terrorismo virótico. Mas também não me agrada o sugerido por ele - germe - que, mesmo não tendo um significado pernicioso, é comumente usado no mesmo ralo de vírus ou bactéria - daí o crescente mercado de germicidas para a sua casa, querida dona de casa.
Talvez fosse mais apropriado recorrer à poesia, utilizando "semente". Ou, se estivesse de sacanagem com o chanceler que boicotou seu discurso, escolheria esperma.
O interessante com o termo germe é que seu verbo é quase poético e, aí sim, poderia ter sido usado num contexto referente a paz: germinar. No uso genético, também temos o termo "sêmem" e seu verbo "semear".
Se eu fosse o redator dos discursos presidenciais, Lula diria, pra não deixar dúvidas sobre sua oratória pacifista:
- Nunca na história desse oriente médio um presidente brazilêro veio aqui trazendo no esperma o sêmem da semente que fará a paz germinar, semeando essas terras com o amor entre os companhêros turco e os judeu!
Num ia ficar bunito?
Quem sabe a Dilma...

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