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Aliás, a má vontade dos brasileiros (não todos, honra seja feita às nobres excepções) em relação a nós, portugueses (manuéis, joaquins e antônios), desde há séculos complacentes para com esse alegre (mas nem sempre sincero) povo, vê-se pela qualidade dos seus concidadãos que, de há anos a esta parte, exportam para cá. (Também não os meto – nem sequer por vingança – todos no mesmo saco, mas muitos deles sabem o que quero dizer e, embora a verdade lhes doa, dão-me razão. Eu sei.)
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Corre neste momento em Portugal um anexo (este vídeo), inundando as caixas de correio electrónico, que justifica este desabafo. E no texto da correspondente mensagem uma resposta a semelhante desaforo, mas em linguagem mais dura e mais indignada.
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A criaturinha que deu o nome, e a figura e a voz a um “programinha” de televisão de galinholas tontas e desmioladas, esqueceu o respeito, a verdade e o quanto lhe demos a ganhar.
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É nojento e indecoroso o programa, ainda e para mais, quer pela frivolidade, quer pela impressionante ignorância que revela.
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Certamente que ao Brasil mais sensato também repugnará esta matéria. E por certo que a vai condenar, com expresso pedido desculpas, tratando-se, como se tratou, de uma manifestação intencional e pública contra um “país irmão”, como o Estado brasileiro repetidamente se refere a Portugal.
E como Portugal mais o manifesta que o diz.


