
02 Perna curta
03 Amo-te muito - Amo-te (mesmo) muito
04 Vento de maio
05 Esta é a sua vida
06 Tá lembrado de mim
07 Ponta do Seixas
08 A mulata
09 A carta
10 Meu amor não sabia
11 Negação
12 Amanheceremos
Aline: e a Imprensa
“O disco de estréia da cantora Aline conta, por exemplo, com Toninho Horta na guitarra, João Bosco no violão e Rubinho na bateria, e ainda exibe o nome de Aldir Blanc assinando um texto de contracapa que vale por um manifesto dos independentes”.
José Ramos Tinhorão, Jornal do Brasil, 30/08/1980
“São coisas nossas: a maravilhosa, divina, sensacional e incrível cantora Aline”.
Ziraldo, Pasquim, 1979
“As montanhas de Minas Gerais podem estar sendo dilapidadas pela exploração mineral, mas, com toda certeza, ainda abrigam uma das maiores reservas musicais do país. Aline está lançando mais um disco independente: o bonito Mares de Minas onde, em companhia de João Guimarães Rosa, Toninho Horta, Beto Lopes, Helvius Vilela e Bernard Aygadoux, explora veios musicais auxiliada por uma voz tão rica em suas nuances como a terra que ela canta. Um disco no qual é preciso se embrenhar como nos romances de Guimarães Rosa”.
Diana Aragão, O Globo, 03/11/1988
“Mas quem já viu ou ouviu Aline não esquece sua presença e interpretação personalíssima. Seu terceiro disco chama-se Mares de Minas e nele, Aline cava um poço profundo em direção de suas próprias fontes. Ela tem o sentimento do mundo de que falava outro mineiro, Carlos Drummond de Andrade. Em seu último disco e ainda nas fitas gravadas ao vivo, salta uma cantora que chegou ao momento culminante de sua ousadia criadora, às próprias custas. É uma lição de dignidade num país em que o besteirol é questão de honra nacional. Aline canta cortando e contra a fibra como diria João Cabral. Suas referências são poéticas, naturais, e fazem ressaltar todo o mistério e a herança barroca de Minas. Ao lado de Toninho Horta, sua voz ganha asas de anjo”.
Celso Araújo, Correio Brasiliense, 03/10/1988
“O LP chama-se Aline e vale a pena ser ouvido por sua interpretação peculiar em músicas ótimas, além de uma primorosa versão de O Cavaleiro e os Moinhos”.
Wladimir Soares, Jornal da Tarde, 09/05/1980
“Não se trata de uma estreante inexperiente, uma vez que desde 72 ou 73 aguarda sua oportunidade em disco, mas raras cantoras, mesmo entre as mais consagradas, teriam sabido , como esta mineira de Montes Claros, extrair todo o conteúdo dramático de um repertório escolhido com perfeição”.
Eduardo Martins, O Estado de São Paulo, 08/06/1980
“No fim de tudo, eu torço para que ninguém ainda escreva que você é uma nova cantora, iniciante. Aqui, em Belo Horizonte, muitos sabem quanto você já canta e como guerreou para chegar ao que chegou agora”.
Carlos Felipe, Estado de Minas, 08/11/1980
