quarta-feira, 8 de julho de 2009

MARMITA ELEITORAL

Para conhecimento do nosso prezado marmiteiro Alexandre Frazão, e a quem mais interessar possa, informo abaixo o resultado das última eleições no município de Paraty:

Paraty, RJ

100% das urnas apuradas

Prefeito:
José Carlos Porto Neto
Vice-Prefeito
Valdecir Machado Ramiro

RESULTADO DAS ELEIÇÕES 2008 EM PARATY:
Prefeito
  • Válidos18.965 (81,80%)
  • Nulos677 (2,92%)
  • Brancos 296 (1,28%)
  • Abstenção 3.247 (14%)
Nome do candidato (partido) % válidos votos válidos

Zezé (PTB)

46.50% 8.819

Casé (PT)

33.74% 6.399

Zé Cláudio (PMDB)

18.25% 3.462

Jaime da Cedae (PDT)

1.50% 285
Coligação partidos membros
Agora É Paraty PC do B / PSDC / PSDB / PHS / PV / DEM / PT / PPS
O Povo No Governo PDT / PTC
Paraty É Turismo. Turismo É Educação, Saúde e Desenvolvimento. PMDB / PR / PSC
Pps Pc do B Psdb PC do B / PSDB / PPS
Pt - Dem DEM / PT
Pv Psdc Phs PSDC / PHS / PV
Só Unidos, Venceremos PSB / PT do B
Trabalhando Paraty PTB / PRB / PP / PSL / PSB / PT do B
Unidos para Um Paraty Melhor PSL / PP / PRB

Imagino que o prefeito eleito - Zezé do PTB seja o mesmo José declarado acima, sanando assim curiosidade do cronista. Mas uma análise das coligações já demonstra o samba do crioulo doido que deve ser a política local. Se na próxima eleição o pessoal votar no Jaime da Cedae, talvez não falte água nos banheiros da cidade durante a FLIP. Nem encontremos esgotos a céu aberto. Saberemos. de 2013 em diante.Tentei acessar a câmara de vereadores mas o portal encontra-se:
"Em Manutenção".
Imagino que estejam varrendo algumas leis pra debaixo do colonial tapete da cidade...

Enfim do lado certo

A quartelada do último domingo de junho que depõs o presidente de Honduras Manuel Zelaya foi pedagógica em relação a como serão as relações do EUA com a América Latina daqui pra frente, ou pelo menos durante os anos que Barack Obama for presidente, e trás boas expectativas.

O governo americano foi rápido em condenar o golpe militar, em suspender a ajuda financeira a Honduras, como forma de pressionar os golpistas a devolver o cargo usurpado, ao Presidente legítimo, bem como aderiu à condenção unânime ao golpe feita tanto pela OEA quanto pela ONU e ainda rapidamente promoveu um encontro do presidente deposto com a Secretária de Estado Hillary Clinton, além de enviar uma missão à Honduras para negociar a devolução do poder a Zelaya, que o presidente golpista se recusou a receber.

A rápida movimentação do governo de Barack Obama teve dois objetivos, o primeiro e mais claro é reafirmar a liderança americana no hemisfério e isolar Hugo Chávez, que com o dinheiro do petróleo, discurso populista, e contando com a inércia e conivência da politca externa desastrosa do Brasil, compra apoio à sua Iniciativa Bolivariana, seja lá o que quer dizer isso.

Zelaya era mais um aliado de última hora de Hugo Chávez, e seguindo o script do Comandante rasgou a Constituição e convocou um plebiscito para legitimar sua tentativa de se perpetuar no poderatravés de indefinidas reeleições, como fez Evo Morales na Bolívia, Rafael Corrrea no Equador e o próprio Chávez.

Os EUA tomaram a frente tanto na condenação ao golpe, quanto nas tentativas de se estabelecer uma negociação que possibilite a restauração da ordem democrática, que por iniciativa dos EUA será mediada pelo Presidente da Costa Rica, como forma de limitara ascendência de Chavez aos governos da América Central.

A tentativa de Chávez de diálogo, através de seus fiéis aliados Cristina Kirchner e Rafael Correa sequer foi recebida pelo Governo de Honduras.

Assim, Chávez fica com seu discurso anti-americano esvaziado e vê que influência internacional não se compra, porque nem todo mundo é igual a Fidel Castro, que se vende por qualquer tostão, desde que ele venha embalado no discurso da tal Socialismo do século XXI.

O outro objetivo de Brack Obama é expurgar o passado nada cor-de-rosa dos EUA na América Latina, no qual apoiaram golpes contra governos legítimos; orqustraram outros que supostamente contrariavam interesses, na maioria das vezes, escusos de suas empresas e financiaram ditaduras cruéis. Os Democratas, os americanos claro, não os do Brasil, se envergonham deste passado. Bill Clinton em sua biografia diz que: "quando apoiamos golpes e ditaduras tivemos o tratamento que merecemos pelo povo dos páises latino-americanos". A pressão internacional pela democratização do hemisfério cresceu com a eleição de Jimmy Carter, o primeiro democrata eleito desde John Kennedy. Assim, além de se alinhar com os ideais de seu partido , Obama sabe que este comportamento reduz a influencia a faz com que qualquer ação americana em relação aos seus vizinhos ao sul de Rio Grande seja vista com desconfiança, como foi o caso da ALCA, torpeada por Chávez, Lula e Kirchner.

Portanto, Barack Obama foi estratégico e olhou para o seu umbigo na sua condenação ao golpe de Honduras, mas não deixa de ser auspicioso ver os EUA condenarem um golpe que derrubou um aliado de um "inimigo" seu, mas que era legítimo representante do povo. Que continuem andando do lado certo daqui para frente.