sexta-feira, 5 de junho de 2009

ELEIÇÕES EUROPEIAS

Por aqui,no meu cantinho,entrámos em "período de reflexão" porque no domingo são as eleições para o Parlamento Europeu.
Muitas vezes,no "cunhadão",pensam que a Europa é um mar de rosas...
Não é bem assim.
Actualmente,a República Checa assume a Presidência da União Europeia.
Ora vejam esta troca de mimos,entre o 1º Ministro e o Ministro da Saúde da República Checa.
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XUTEBOL!

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No blog Pedecabra publiquei uma pequena crônica inspirada na fotografia de um ônibus incendiado pela torcida corintiana, em conflito com os vascainos, que causou a morte de um torcedor paulista por espancamento. Pelo que li hoje nos jornais, o comboio carioca foi atacado pela torcida paulista ao se aproximar do estádio, em vingança pela morte de um corintiano há um ano atrás, numa briga similar no Rio de Janeiro. Nessa crônica, eu dizia que a violência está maior fora do campo do que entre as quatro linhas. Aí o Zé Mei me mandou o filminho acima, mostrando exatamente o contrário: o pau está comendo e o futebol está morrendo. Neste vídeo temos uma seleção inacreditável de jogadas violentas. Agressões, carrinhos assassinos, tesouras voadoras, socos na cara, enfim, um perfeito vale tudo, com uma diferença fundamental: naquela modalidade de luta, os "esportistas" entram em campo, quer dizer, no ringue, sabendo do que se trata e das regras a serem cumpridas - sim, mesmo o vale tudo tem suas normas de conduta, talvez até uma ética qualquer. No futebol a intenção não é a pancadaria. É fazer gol. Agora mudou tudo: a porrada come e gol, que é bom, neca. Vale tudo mesmo, não tem mais essa ou aquela: é muita grana em jogo prá se pensar em "espírito esportivo" ou coisa parecida. Ética? Educação? Respeito ao adversário, jogador ou torcedor? Que nada, quero o meu! Talvez a autoridade paulista tenha razão: nesse jogo não tem mais lugar para dois. Uma lamentável constatação.

VERSOS CUBANOS

Versos Sencillos, 1891
José Martí
Poesía I

Yo soy un hombre sincero
De donde crece la palma,
Y antes de morirme quiero
Echar mis versos del alma.

Yo vengo de todas partes,
Y hacia todas partes voy:
Arte soy entre las artes,
En los montes, monte soy.

Yo sé los nombres extraños
De las yerbas y las flores,
Y de mortales engaños,
Y de sublimes dolores.

Yo he visto en la noche oscura
Llover sobre mi cabeza
Los rayos de lumbre pura
De la divina belleza.

Alas nacer ví en los hombros
De las mujeres hermosas:
Y salir de los escombros,
Volando las mariposas.

He visto vivir a un hombre
Con el puñal al costado,
Sin decir jamás el nombre
De aquella que lo ha matado.

Rápida, como un reflejo,
Dos veces ví el alma, dos:
Cuando murió el pobre viejo,
Cuando ella me dijo adiós.

Temblé una vez - en la reja,
A la entrada de la viña,-
Cuando la bárbara abeja
Picó en la frente a mi niña.

Gocé una vez, de tal suerte
Que gocé cual nunca: - cuando
La sentencia de mi muerte
Leyó el alcaide llorando.

Oigo un suspiro, a través
De las tierras y la mar,
Y no es un suspiro, - es
Que mi hijo va a despertar.

Si dicen que del joyero
Tome la joya mejor,
Tomo a un amigo sincero
Y pongo a un lado el amor.

Yo he visto al águila herida
Volar al azul sereno,
Y morir en su guarida
La víbora del veneno.

Yo sé bien que cuando el mundo
Cede, lívido, al descanso,
Sobre el silencio profundo
Murmura el arroyo manso.

Yo he puesto la mano osada,
De horror y júbilo yerta,
Sobre la estrella apagada
Que cayó frente a mi puerta.

Oculto en mi pecho bravo
La pena que me lo hiere:
El hijo de un pueblo esclavo
Vive por él, calla y muere.

Todo es hermoso y constante,
Todo es música y razón,
Y todo, como el diamante,
Antes que luz es carbón.

Yo sé que el necio se entierra
Con gran lujo y con gran llanto.-
Y que no hay fruta en la tierra
Como la del camposanto.

Callo, y entiendo, y me quito
La pompa del rimador:
Cuelgo de un árbol marchito
Mi muceta de doctor.

Vasculhando os porões da ditadura, quer dizer, do meu HD de back-up, encontrei um pedido de publicação destes versos aqui na Marmita. Nem tenho certeza se já o fiz ou não. De qualquer forma aí está o poema do herói cubano José Martí, enviado pelo marmiteiro Guilherme Besouro - que quer continuar no armário. Salut, com um gole de run no gargalo!