sexta-feira, 22 de maio de 2009

ELA DISSE-ME ASSIM...

Nem Dilma nem Serra! Rita Lee para presidenta!

Obrigatória a leitura da reportagem de capa do Segundo Caderno de hoje (22/02/2009) do jornal O Globo: uma entrevista ao vivo com a

Interrompi essa linha de raciocínio quando soube da morte do Zé Rodrix, aos 61 anos. O que tem a ver com isso? Ele, numa entrevista, também foi bastante esclarecedor quanto à crise da indústria fonográfica: falta de qualidade, falta de sensibilidade, falta de caráter.
Escalaram equipes de marketing para decidir o que os artistas tinham que criar para aumentar as vendas. E se deram mal! Rita reclama da mania de clonagem: se um artista faz sucesso, as gravadoras saem correndo atrás de alguém que possa fazer a mesma coisa. Um clone. Um mímico. Zé Rodrix fala também sobre isso em uma de suas entrevistas, a mediocridade que tomou conta das gravadoras a partir dos anos 80. Deu no que deu e agora culpam o MP3,4,5,6... Querem limitar o uso do comprador de discos, proibindo de reproduzir as músicas em seus aparelhos digitais. É um absurdo. Querem fechar os blogs que disponibilizam discos fora de catálogo, preciosidades antigas, que eles guardam em seus depósitos mofados à espera da morte do artista para lançar uma fornada: viraram papas-defuntos dos músicos, compositores e cantores. Apenas isso. Não fazem idéia do valor que esses discos representam , da importância desses trabalhos na formaçção de novos músicos. São imediatistas, nada interessa se não o money, principalmente o dinheiro fácil do neoliberalismo. Devem fazer uma festa quando morre um músico! Camelôs. Ano passado Zé Rodrix se recusou a compor a trilha sonora de uma peça teatral em sumpaulo porque a produção era financiada por patrocinadores estatais. Para ele o dinheiro do povo tinha que voltar para o povo em forma de educação, saúde e infra-estrutura que ajudasse a melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, principalmente os mais pobres.
Não sei se a nossa querida Rita e o Zé Rodrix chegaram a compor alguma canção juntos. Mas em consciência e honestidade eram grandes parceiros. Coloco aqui uma música do Zé Rodrix que eu não conhecia, e reproduzo a letra abaixo. Como disse o Luis Carlos Sá, sumpaulo distancia. Eu sei que Zé vivia de jingles - excelentes, por sinal. Se era para fazer música meramente comercial, foi fazer o que sabia fazer bem na publicidade. Ultimamente estava trabalhando com seus colegas Sá e Guarabira para a volta do trio aos palcos. Já está fazendo falta.

video

660 Huntington blues

(Zé Rodrix e Zé Edu)

Carros e ambulâncias seguem bondes do metrô
Ando esquisito e, no entanto, nem estou só
Amigos indianos dizem que isso vai passar
Mas passam vinte anos, num segundo, devagar
No apartamento cozinha, quarto e aquecedor
E nenhum cantinho pra esquecer quem sou
Brasileiro, mais de um milhão de pecados pra pagar
E a bandeira começando a desbotar
Longe, longe o dia
Até poder voltar de vez
Enquanto isso bem podia, talvez
Até lembrar, talvez
Queimo a minha língua com um café sem gosto algum
No espelho eu me vejo e na rua eu sou mais um
O mesmo olhar perdido em folhas mortas e sem cor
E não sou mais que a sombra de uma sombra que passou



CHAMADA!!

Aê, moçada!
Larguem esse twitter e voltem pra nossa marmita!!