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Aliás, a má vontade dos brasileiros (não todos, honra seja feita às nobres excepções) em relação a nós, portugueses (manuéis, joaquins e antônios), desde há séculos complacentes para com esse alegre (mas nem sempre sincero) povo, vê-se pela qualidade dos seus concidadãos que, de há anos a esta parte, exportam para cá. (Também não os meto – nem sequer por vingança – todos no mesmo saco, mas muitos deles sabem o que quero dizer e, embora a verdade lhes doa, dão-me razão. Eu sei.)
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Corre neste momento em Portugal um anexo (este vídeo), inundando as caixas de correio electrónico, que justifica este desabafo. E no texto da correspondente mensagem uma resposta a semelhante desaforo, mas em linguagem mais dura e mais indignada.
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A criaturinha que deu o nome, e a figura e a voz a um “programinha” de televisão de galinholas tontas e desmioladas, esqueceu o respeito, a verdade e o quanto lhe demos a ganhar.
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É nojento e indecoroso o programa, ainda e para mais, quer pela frivolidade, quer pela impressionante ignorância que revela.
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Certamente que ao Brasil mais sensato também repugnará esta matéria. E por certo que a vai condenar, com expresso pedido desculpas, tratando-se, como se tratou, de uma manifestação intencional e pública contra um “país irmão”, como o Estado brasileiro repetidamente se refere a Portugal.
E como Portugal mais o manifesta que o diz.


5 comentários:
É mesmo o direito à indignação.
Quanto a mim,lixo há por todo o lado.
De forma alguma confundo este lixo com o povo brasileiro e,muito menos,faria disto uma questão internacional.
A rapariga não merece o tempo que perdemos com ela.
Ainda por cima,o pedido de desculpas é ofensivo:nós somos burros e não temos sentido de humor.
Chega.
Impressionante a baixaria generalizada nos comentários do video, de ambos os lados.
Curioso é que o programa é de 2007. Só foi divulgado agora?
Tem mais opiniões aqui: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/12/saia-justa-com-portugal/
De resto, estou com Rui, não levemos a maitê a sério.
Este ano a Maitê Proença envolveu-se em discussão por utilizar o título de um grande romance de Ligia Fagundes Teles, uma das maiores escritoras brasileiras, em uma peça de sua autoria: As Meninas. A resposta de Maitê à reclamação da escritora também foi de uma grossura sem tamanho. Não me lembro agora e nem vou perder tempo pesquisando, mas fiquei abismado com a falta de educação - no mínimo - dessa moça. Tá na hora daquele salão de cabeleireiros rever seus conceitos.
A moça já pediu desculpas. O filme está no utúbi. Emenda pior que o Soweto.Arght!
Está na hora de parar com isto,queridos amigos.
A rapariga não merece tanto espaço,nem tanta preocupação.
Ordinarice há em todo o mundo e,felizmente,na generalidade os ordinários não são o "espelho" de um povo.
Um abraço.
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