terça-feira, 23 de junho de 2009

TREM DO MARANHÃO




Quem quiser ler esse recorte da revista VEJA de 1986, basta clicar sobre ele. Hoje vemos que nada mudou no Cunhadão, continuamos financiando a orgia dos políticos com nossos impostos. Uma idéia de como essa cultura é arraigada nos costumes brasileiros, há vinte e três anos uma notícia dessa importância ocupou apenas meia página da Veja, que sempre se refere a si própria como a maior revista semanal do país, a rainha da cocada branca, a honestidade em pessoa. Nessa época, sem necessidade de "enfrentar" o regime militar, como gosta de se vangloriar, Veja reatava seu namoro com o poder. O casal continua muito unido, principalmente agora, um momento difícil para seu namorado, o Poder, que não está podendo e a namoradinha tenta colocá-lo novamente no pedestal a todo custo. Mas não estou aqui para falar da revista, que se transformou num catálogo da Sears. Além de a matéria ser bastante esclarecedora sobre o assunto tão em voga, um dos detalhes destacados pelo Zé Mei, que me mandou o flagrante capturado em sua coleção particular, é a afirmação do presidente do Senado, José Fragelli, para justificar a maracutaia:
- Eu não poderia brigar com a filha do presidente da república.
O detalhe é que José Sarney era candidato a vice na chapa de Tancredo Neves, na nomeação de Roseana Sarney Murad, que ocorreu em 14 de janeiro de 1985.
Aldoux Huxley dizia que
"na história nada muda e mesmo assim, tudo é completamente diferente".
O nosso Cunhadão está conseguindo detonar a filosofia. Aqui, tudo muda para continuar igual.


1 comentários:

Tássio disse...

descobri a marmita. eu estava com fome. se me permite vou comer também. abraço!